Música de Câmara

Esta expressão começou a ser empregada em meados do século XVII, quando pequenos grupos de músicos, chamados conjuntos, tocavam em câmaras, isto é, em salas particulares e não em igrejas ou lugares abertos em público; tocavam para seu próprio prazer e para os apreciadores da música. Atualmente, os conjuntos de música de câmara se apresentam em concertos para o público. O número de participantes pode variar de dois a 30 ou 40 participantes, mas a maioria tem de dois a seis músicos. Quartetos, quintetos e trios, compostos de instrumentos de cordas ou de sopro, são os conjuntos mais comuns de música de câmara. Existem composições feitas para conjunto instrumentais de cordas, madeiras e metais, que variam em número de 10 a 30 instrumentos. Este conjunto é chamado de orquestra de câmara.

 

Música Eletrônica


É um tipo de música na qual os sons são produzidos eletronicamente. O compositor emprega equipamento eletrônico para produzir sons que têm uma determinada intensidade, altura e tonalidade. A música é gravada e ouvida através de um ou mais amplificadores combinados. O compositor pode produzir sons eletrônicos empregando computadores; usam também sintetizadores para criar e combinar vários tipos de sons. Algumas das sonoridades obtidas assemelham-se à voz humana ou às vezes ao som de instrumentos tradicionais.

 

Música Erudita Brasileira


O progresso econômico decorrente da descoberta do ouro em Minas Gerais favoreceu o surgimento da música erudita, na região de Diamantina e Ouro Preto, nos fins do século XVIII e início do século XIX. Era uma música sacra, surgiu nessa época uma geração de compositores, contemporâneos do Aleijadinho na escultura e dos poetas inconfidentes. Destacou-se entre outros, oPadre José Maurício Nunes Garcia, da época de Dom João VI, autor de um Réquiem e da Missa em Si Bemol Maior.

Da geração que veio em seguida, a figura principal é o compositor do Hino Nacional Brasileiro, Francisco Manuel da Silva. Nesta época encerrou-se o período sacro e começou o período operístico. Surgiu Antônio Carlos Gomes, que conseguiu introduzir na ópera elementos nativos e que se destacou principalmente com O Guarani.

Outro compositor importante foi Leopoldo Miguez que compôs poemas sinfônicos. Ainda no final do século XIX, o maestro Francisco Braga foi um grande incentivador do ensino musical como professor do Instituto Nacional de Música.

Heitor Vila-Lobos, consagrou-se como o maior compositor brasileiro de música erudita, tanto pela amplitude de suas atividades como pela extensão e originalidade de sua obra. Criou o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico e incentivou o ensino de música nas escolas.

Na música erudita contemporânea destacam-se entre outros e, filiando-se a modernas tendências européias, Guerra Peixe, Marlos Nobre e Edino Krieger.

 

Música Folclórica


É o conjunto de canções tradicionais de um povo. Tratam de quase todos os tipos de atividades humanas e muitas destas canções expressam crenças religiosas ou políticas de um povo ou descrevem sua história. A melodia e a letra de uma canção folclórica podem sofrer modificações no decorrer de um tempo, pois normalmente passam de geração em geração. Os principais tipos de música folclórica são as canções para dançar, as lendárias e as canções de danças e jogos infantis.

As canções para dançar são provavelmente o tipo mais antigo de música folclórica. No início foram cantadas como acompanhamento para danças e o nome de seus compositores se perderam no tempo. Muitas ficaram associadas ao lugar de origem, como a gavota francesa, a mazurca e a polonesa, da Polônia e a tarantela da Itália.

As lendárias são geralmente de origem remota, têm caráter poético e expressam diretamente o que se passa no sentimento do cantor. São exemplos disso as baladas inglesas da Idade Média e do Renascimento e os spirituals dos negros dos EUA.

As danças e jogos infantis são geralmente de origem européia e no Brasil reduzem-se praticamente às danças de roda. Algumas são de criação nacional com influência das modinhas, como Nesta Rua tem um Bosque; outras têm influência africana como Sambalelê.

No Brasil, as danças folclóricas podem ser divididas em dramáticas e não dramáticas. As dramáticas compreendem uma parte representada e têm um tema determinado como por exemplo, bumba-meu-boi, do Nordeste. As não dramáticas não contêm elementos de representação; a maior parte delas segue duas espécies de formação: em roda, às vezes com solista no centro de origem africana ou portuguesa ou em fileiras opostas, de origem indígena ou nacional.

 

Música Sacra[*]


É aquela música cujo assunto ou tema é de caráter religioso. É principalmente tocada nos serviços religiosos. Oratório, hinos e salmos são composições de música sacra.

Oratório: Composição musical em que participam solistas, coro e orquestra. O tema geralmente é tirado da Bíblia, sua execução dispensa cenários ou ação dramática. O nome dessa forma musical vem da Congregação Oratório, em Roma, onde de 1571 a 1594 eram realizadas apresentações de música sacra. A música ali executada foi base dos oratórios modernos.

Hino: é um cântico de louvor, invocação ou de adoração geralmente cantado durante cerimônias religiosas. São conhecidos desde o início da história e constituem uma das mais antigas formas assumidas pela poesia. Os hinos cristãos procedem de antigos cânticos religiosos dos hebreus. Existem também os hinos patrióticos, em que se homenageia a pátria.

 

 

 

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